O Verão é uma estação incrível a vários níveis, nomeadamente com a qualidade e quantidade de frutas que nos dá.

É o caso das figueiras que já começam a dar fruto e que ficam carregadinhas de figos que os pássaros se encarregam de bicar, se não os apanharmos. E estes pingo de mel são os meus favoritos!

Esta tarte foi uma invenção minha depois de um amigo meu me ter dado imensos figos. Olhei para eles e pensei que não iria conseguir comê-los antes que se estragassem e o melhor era mesmo fazer uma sobremesa.

Quantos leva? Não sei ao certo. Leva tantos quantos couberem na tarteira. Depende do tamanho. Uns 25 a 30 por aí, contem com uma boa quantidade e usem apenas o que estiverem mesmo bem maduros.

Se tiverem uma casca fina podem usá-los com casca. Se for mais grossa, convém usar apenas o interior e aí sim, descascamos os figos.

Mas já lá vamos.

Esta tarte deve ser feita com uma massa caseira, é o que aconselho sempre. Neste caso, a receita não tem ovo, porque esta massa também não leva ovo, ao contrário da massa quebrada tradicional. Perfeita, portanto, para quem não pode comer ovo.

Estendemos metade da massa, forramos a tarteira e picamos bem a base.

O processo é todo muito rápido. Temos esta mistura seca de amêndoa moída (farinha de amêndoa) com açúcar mascavado e baunilhado, que vai dar um aroma incrível ao recheio.

Metade desta mistura seca vai sobre a massa da base.

Depois colocam-se os figos, descascados e em metades até preencher toda a tarteira.

A restante mistura de amêndoa e açúcar é colocada por cima dos figos e ainda a amêndoa laminada para garantir maior crocância.

Finalmente, com a massa que se reservou, fazemos a cobertura em grade.

A partir daqui é só pincelar com geleia (ou gema de ovo) e seguir para o forno.

É isto e é espectacular tal como na altura o Paulo Varanda pôde comprovar. ❤️

Querem ver o interior? É arrebatador!

Se tiverem muitos figos não deixem de fazer esta tarte tão cheia de contrastes e de sabor!