Estes bolinhos de chocolate, cujo interior escorre como lava, são sempre um sucesso, especialmente quando são servidos com uma bola de gelado e alguns frutos silvestres.

É maravilhosa aquela sensação do chocolate quente em contraste com o gelado.

Sei que muitos dos que os apreciam os compram já congelados – ou porque acham que é difícil ou porque não querem arriscar. Aliás são famosos aqueles testes dos jurados do Masterchef na hora de os abrir.

Vamos lá ver se este passa no temível teste…

É isto, certo?

A verdade é que fazer estes petit gâteau é muito mais simples do que possa parecer.

O tempo de forno é sempre para menos, ou seja, na dúvida, retiram-se para garantir que o interior não fica demasiado cozido. Mas nada como fazer uma vez e perceber se esteve tempo a mais, já que os fornos conseguem ser muito caprichosos. A partir daí é acertar e nunca mais falha.

Apesar deste alerta, espero mesmo que tenham sucesso logo à primeira tentativa porque os de compra, acreditem, não chegam sequer ao calcanhar destes caseiros.

A receita é a que publiquei no meu primeiro livro de cozinha e é da autoria de um reconhecido chef lisboeta, meu amigo.

É diferente de todas as receitas com que me tenho cruzado, não só na pouquíssima quantidade de farinha como naquele pormenor de colocar um quadrado de chocolate na massa.

Faço estes petit gâteau há imensos anos. Mais recentemente, por uma questão prática, testei algo que nunca tinha testado – congelá-los com antecedência para os poder cozinhar em qualquer ocasião. 

Quando os congelo deixo-os descansar à temperatura ambiente até descongelarem praticamente totalmente, mas no caso de os quererem meter no forno ainda congelados eu diria para lhes darem mais um minuto a minuto e meio do que o que está na receita. Não mais.

Quando ficam prontos,  o topo vai estar um pouco ululante. É mesmo assim. Se não estiver… hmmmm… mau sinal, quer dizer quer cozeram demais.

Se não os quiserem congelar, podem mesmo assim fazê-los com antecedência e guardar a massa num recipiente no frigorífico, e seguirem com o resto do processo na hora de irem ao forno.

Vamos a isso?

Se são fãs de chocolate e procuram por outras opções espreitem as muitas receitas que tenho na secção CHOCOLATE.

Lá encontram também este Petit Gâteau (para diabéticos e não só)  que é o que faço pontualmente para o meu pai, mas que é óptimo para qualquer pessoa. Não escorre como este tradicional, mas o interior fica bem húmido.