O meu gosto por fazer pães vem de longe, desde muito jovem em que ficava ali, sempre de olho, a espreitar sob o pano, para acompanhar o crescimento da massa.

Tanta impaciência por ver resultados, nesses tempos…

Hoje continuo ocasionalmente a fazer o meu próprio pão… mas deixo-o no seu tempo, que é só dele, e aproveito o meu para outros afazeres.

Este pão de soda não precisa desse tempo, porque não leva fermento de padeiro. É um pão que cresce no forno e que deve consumir-se mais rapidamente, já que a massa tem tendência para secar mais depressa do que os pães com fermento. É por isso ideal para comer pouco depois de sair do forno, ainda morno.

Um tacho de ferro fundido com 20 ou 22 cm de diâmetro faz o trabalho perfeito.

Porquê o tacho?

Porque acondiciona bem a massa, obrigando-a a crescer para cima e não para os lados.

Porque tem tampa à medida.

Porque mantém o calor, mesmo depois de sair do forno, garantido que a base fica bem cozida.

E… porque é lindo, dando um aspecto rústico que nos dá a sensação de estarmos a fazer tudo bem… mesmo quando não estamos… ah ah ah!

Agora a sério. Neste caso, dificilmente corre mal. Mas há um procedimento a levar em conta : não devemos bater demasiado a massa, tanto na batedeira, como depois na bancada, ao formar a bola. É fundamental mexer nela só o absolutamente necessário para ter uma massa homogénea e desta forma teremos uma melhor textura.

E finalmente, o corte em cruz, que não é apenas um agradecimento a Deus, mas é também o que permite que este pão respire e possa crescer.

Os sabores podem ser alterados a gosto. Tanto o tipo de queijo, como as ervas.

Deixo nas vossas mãos esse improviso, respeitando sempre as quantidades indicadas.

Esta receita faz um pão grande, de pouco mais de um quilo, por isso, se sobrar, deixem secar um pouco, cortem em pedaços e tostem no forno. Terão maravilhosos croutons para a sopa e saladas.