A receita original do Pão-de-Ló de Margaride, usada pela casa Leonor Rosa da Silva, fornecedora da Casa Real e que o comercializa desde 1730, está guardada a sete chaves.

Esgravatei, esgravatei, mas não consegui essa receita… e por isso foi preciso encontrar outro caminho.

Esta versão é adaptada de uma receita antiga de Mª de Lurdes Modesto recolhida junto de habitantes de Felgueiras e o resultado não podia ser melhor. Ficamos com um pão-de-ló muitíssimo leve e fofo.

Basta olhar para o crescimento da massa desde que entra na batedeira até que fica pronta. Fofura garantida!

Tradicionalmente feito em forma de barro, com tampa, este pão-de-ló pode ser feito também nas formas de alumínio normais, sendo necessário também colocar uma tampa. A diferença está nos tempos de cozedura, já que no barro o bolo demora um pouco mais a cozer.

Esta forma de barro encontrei-a, por mero acaso, numa vista à Aldeia Típica de José Franco, perto de Mafra. Visitei a loja e ali estava ela!

São três peças: a forma, o copo para o buraco do bolo e a tampa.

A forma é tradicionalmente forrada com papel almaço, mas se não encontrarem paciência, usem papel vegetal.

Eu fiz nas duas formas, na de barro e também na de alumínio, uma bem grande, nº30 e por isso dupliquei a receita, como podem ver pela quantidade de ovos que uso no video.

O resultado ficou fantástico em ambas, o que significa que se não tiverem a forma de barro podem fazê-lo na mesma.

Lembrem-se de que este pão-de-ló de Margaride não conhece a faca. Faz parte da tradição retirar os pedaços de bolo à mão.

 

Foi o que eu fiz e o que todos fizeram, como o Paulo. Não havia facas por perto.

Este é um pão-de-ló para todo o ano, se bem que é um bolo tradicional da Páscoa, mas também é procurado no Natal.

Se estão longe de Felgueiras, sem poder comprar o original,  e se querem uma versão caseira fantástica… aventurem-se nesta belíssima receita.