Há qualquer coisa de especial nesta sopa fria que nos encanta o palato na época do calor.

Os ingredientes frescos são fundamentais: o tomate, o pepino, a cebola, o alho, o pimento, os coentros.

E o que dizer daquela acidez que é dada pelo vinagre, e que conjuga tudo na perfeição? Que delícia, que sopa perfeita para esta época.

Há várias formas de fazer Gaspacho, seja em regiões portuguesas como o Alentejo ou o Algarve, seja aqui ao lado no sul de Espanha. Uns são mais passados, outros com mais pedacinhos. Uns com pão, outros sem pão.

Cada região dirá que o seu Gaspacho é o melhor e, sem dúvida, são todos maravilhosos, cada um com a sua personalidade.

Aqui por casa, este Gaspacho já é um clássico no Verão e é mais uma forma perfeita de dar início a uma refeição.

É saciante e baixo em calorias, o que ajuda nesta época em que queremos manter o peso controlado. Por isso não uso pão. E não lhe sinto falta! Tal como está é perfeito também para diabéticos.

Como faço o meu Gaspacho?

Faço sempre com ingredientes muitos frescos. Nem pensar usar congelados ou enlatados. Só frescos!

O tomate deve ser bem vermelho e basta lavá-lo, não é necessário descascar.

O pepino não é descascado na totalidade. Desde muito cedo, sempre ouvi a minha mãe dizer que deve manter-se sempre umas tiras finas de casca no pepino, para facilitar a digestão. É assim que faço também aqui.

A maior parte dos ingredientes é para triturar no liquidificador – atenção porque com esta quantidade para 6 a 8 pessoas podem não conseguir triturar tudo ao mesmo tempo.

O copo liquidificador normal é pequeno para tanta sopa, mas não faz mal, só temos de vazar um pouco depois de triturarmos as primeiras coisas… e no final misturamos tudo.

Em alternativa ao copo liquidificador podem triturar com varinha mágica, desde que triturem mesmo muito bem.

E se ficar muito grosso?

Se depois de triturar muito bem, o gaspacho ficar demasiado grosso ou com um aspecto talhado, significa que precisa de mais um pouco de azeite (pode juntar um pouco de água, não muita) e de mais tempo de trituração para emulsionar totalmente.

Ganhar tempo, fazer mise en place

Esta é uma parte fundamental.

Tratar dos vegetais – pedaços grandes para um lado, pedaços pequenos para o outro.

Os grandes são para triturar. Os cubinhos ou fatias, no caso dos tomates cereja, são para a decoração final.

Estes pedaços mais pequenos, que estão do lado esquerdo, podem ser cortados de véspera e guardados num recipiente com tampa, ou apenas cortados no próprio dia.

Mise en place feito. Ou seja: estamos prontos para avançar!

Posso fazer com antecedência?

Sim sim e sim. É obrigatório!

Porquê? Porque o gaspacho ganha mais equilíbrio e sabor ao 2º e 3º dia. Tudo fica melhor com esse tempo de espera.

Por isso o meu conselho é: façam-no de véspera e comam-no no dia seguinte ou 2 dias depois, que aí é que está mesmo no ponto.

Além disso, o gaspacho tem de comer-se bem frio – e não é com cubos de gelo que o vamos gelar, porque isso só o vai deixar aguado.

Resumindo e concluindo: o gaspacho deve ser feito com antecedência e descansar no frigorífico, por todas as boas razões que já referi.

Na hora de servir só temos de colocar alguns pedacinhos dos legumes que cortámos e colocar azeite na mesa para quem queira reforçar.

Como fazem o vosso Gaspacho?

Gostam com mais pedacinhos, com menos?

Com pão ou sem pão?

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