Este clássico da cozinha italiana é um dos pratos mais apreciados no mundo e é também um dos motivos de maior discussão com os puristas.

E porquê? Porque na receita que é apontada como a original este prato não leva natas. E não leva parmesão. E não leva bacon. Além da massa, do sal e da pimenta-preta, leva ovos, guanciale e pecorino romano. Coisas difíceis de encontrar no resto do mundo, o que significa que o resto do mundo se adaptou. É mesmo assim.

Mas a questão das natas é sempre a que motiva mais discussão. Na perspectiva dos puristas as natas adulteram a natural cremosidade do ovo. Eu até entendo. Mas na perspectiva de quem cozinha diariamente em casa e que não tem muita experiência com esta técnica de misturar o ovo sem deixar que coza demasiado, e que às vezes tem de esperar que todos venham para a mesa, facilitar o processo, mantendo a massa húmida, é uma ajuda e fica óptimo na mesma.

Eu gosto de escorrer a gordura do bacon, mas se a quiserem usar podem. Pessoalmente prefiro mais sequinho e assim não “suja” o esparguete.

Este é um prato super rápido, só têm de ter atenção ao calor que dão à massa assim que juntam o creme de ovo. É um calor mínimo e rápido, sempre mexendo, porque o calor da massa acabada de cozer também vai ajudar a ligar tudo facilmente. Queremos cremosidade e não massa com ovos mexidos.

É fundamental que o molho fique ainda um pouco líquido para acabar de secar encostadinho à massa.

É isto que queremos antes de o polvilhar com parmesão e servir.

Se quiserem acrescentar outros ingredientes como cogumelos, ervilhas, ou outros de que gostem podem fazê-lo ao mesmo tempo do bacon, desde que já estejam salteados e macios.

Gostam de massas? Então vão adorar esta Massa rápida com espinafres, tomate e manjericão ou este Linguine Negro com ovas vermelhas. Deliciosos!!