Entrámos em Junho e o Verão está à porta. Nos últimos dias já tivemos uns dias de calor mais intenso, o que levou tanta gente para as ruas, muitas esquecendo alguns cuidados a ter.

Depois do confinamento, há fome de rua, de natureza, de maresia, de sol. Há um desejo imenso de restabelecer energias físicas e mentais, e os dias limpos de sol têm sempre um grande poder curativo, mas sabemos, há que fazê-lo com precaução.

Como será este Verão? Como serão os almoços e jantares com família e amigos, com alegria e diversão? Bom ainda não sabemos… o distanciamento social continua a ser fundamental, mas é sempre importante ter uma receita nova para surpreender, nem que seja o núcleo familiar mais próximo… e assim sendo este cheesecake é perfeito. Ainda por cima ele gosta de ser congelado no caso de sobrar 😉

Se há coisa que aprendi com a forma como tornei mais pública esta minha paixão pela cozinha, é que a lima é bastante consensual. Foi por causa da Mousse de Lima e do sucesso que teve quando a fiz no programa Boa Tarde da Conceição Lino, em 2011, que decidi lançar o meu primeiro livro, e desde então… bom… já conhecem a história 😉

Este Cheesecake tem tudo a ver com a Mousse de Lima, só que leva queijo-creme (Philadelphia ou equivalente) e um pouquinho de extracto de baunilha.

Este recheio vai sobre uma base feita com bolachas Oreo, outra perdição.

Podem optar por usar outras bolachas, até bolacha Maria, mas aqui quis mesmo criar este contraste mais potente e arrebatador. Um pacote e meio chega para cobrir a base de uma forma com 24 centímetros de diâmetro.

No caso de usarem uma bolacha sem recheio, mais seca, como é o caso da bolacha Maria, aumentem a quantidade de manteiga derretida para garantir que a base fica mesmo ligada.

Há muitas pessoas que fazem a base dos cheesecakes de forma simples sem ir ao forno. Pode ser, não é obrigatório, mas um cheirinho de forno ajuda a prender a massa da base e isso faz toda a diferença na hora de cortar as fatias. Fundamental mesmo é deixar a base arrefecer antes de lhe verter o recheio, para levar ao frio.

No dia em que servi esta delícia estava tanto, mas tanto calor, que o recheio ficou mais “molengas” e por isso o que sugiro, no caso de o quererem fazer e estar um dia de muito calor, é que o transfiram para o congelador cerca de uma hora antes de servir. Não é para congelar, é apenas para o gelar mais um pouco.
Se quiserem também podem juntar umas folhas de gelatina ao recheio, sobretudo se usarem queijo-creme light que não tem a gordura necessária para garantir a estrutura ideal. Mas gelá-lo resolve o problema tanto no queijo-creme normal como no light.

Se gostam destes cheesecakes que não são de forno tenho outras opções no site. É o caso do Cheesecake de 2 chocolates ou o Cheesecake com Molho de Cereja. Em alternativa há um Cheesecake que é ainda mais divinal, mas é de forno. Fica um estoiro o Cheesecake de Chocolate e Laranja.