Mais uma receita em menos de 30 minutos, porque sei que naqueles dias em que há pouco tempo um bife pode ser a solução.

Em dias mais especiais, como o Dia do Pai que é já amanhã, esta é também uma receita com qualidade de restaurante. Com bons bifes, tenros, e um molho que é, há muito, um dos favoritos das ementas, então o sucesso está garantido.

Antes de avançar, queria dizer-vos que indiquei esta receita como sendo para duas pessoas, mas, usando bifes altos e grandes, a receita até dá para 4. Podem cortar-se ao meio ou fatiar, como fiz. O molho também chega para quatro, bem distribuido.

Dito isto…

Que bife devo escolher?

Tudo depende do que estiverem dispostos a gastar.

Lombo e vazia são os melhores cortes, por serem macios e suculentos, mas são também os mais caros.

Na hora de escolher um bom bife, o melhor é pedir no talho – se tiverem essa oportunidade – já que o talhante conhece melhor do que ninguém a qualidade da carne que tem para venda.

Além destes, há outros cortes muito saborosos, como a alcatra, acém, pá, pojadouro… há vários, mas nada como falar com o talhante para garantir um bom compromisso qualidade/preço.

Aqui em casa é raro comprar lombo porque para bifes opto quase sempre pela vazia, como é o caso destes que eram bem altos e tenros. Ao cortar, até pareciam manteiga.

Qual o ponto perfeito para os bifes?

Depende do vosso gosto pessoal.

É consensual que um bife de vaca no ponto médio ou médio/mal é aquele que agrada à maioria das pessoas.

Também é consensual – e isso qualquer chef lhe dirá – que passar bem um bife é destruir tudo o que ele tem de bom. É destruir a textura, o sabor, a suculência. Mas há quem goste e gostos não se discutem.

O meu favorito é sem dúvida o mal passado porque gosto dele bem selado por fora e avermelhado por dentro, mas para conseguir atingir o ponto certo temos de levar em conta a espessura do bife.

Um bife com um dedo de espessura, para ficar mal passado, tem de ser frito ou grelhado em frigideira muiiiiiito quente durante cerca de 15 segundos de cada lado.

Se for mais grosso, terá de ser mais. Por exemplo, com dois dedos, cerca de 3 centímetros, já precisa de 2 a 3 minutos de cada lado. Quem goste dele um ponto mais cozinhado terá de deixar mais tempo.

Se quiserem usar a técnica que vos revelei esta semana, no Sabia que?… então testem e vejam se conseguem que funcione convosco. É a dica COMO VER RAPIDAMENTE O PONTO DE FRITURA DOS BIFES.

Como conseguir a cor perfeita?

Só com uma frigideira muiiiiiito quente se conseguem bifes bem dourados por fora, como estes, e mal passados por dentro. O mesmo no caso de médio/mal, porque a carne precisa de um choque de calor forte para começar logo a dourar e não estar cozer.

É fritar certo? Olhem só para esta cor!!!

O fundamental é que depois de saírem da frigideira fiquem a descansar um pouco, cobertos por folha de alumínio, para não arrefecerem, reterem os sucos e cozinharem mais um pouco com o calor residual.

Lembrem-se de os deixar um pouco aquém do ponto desejado, já que esse calor interior “acaba de fazer o trabalho”.

Que cogumelos devo usar?

Para este molho, opto sempre por cogumelos brancos ou marron frescos.

Bem sei que seria muito mais prático abrir uma lata de cogumelos já laminados, mas se é para apostar em qualidade, usemos os cogumelos frescos.

Podemos fatiá-los ou comprar frescos já fatiados. Eu prefiro fatiá-los porque não dá assim tanto trabalho.

Limpar ou lavar cogumelos?

Por regra nunca se lavam os cogumelos, a menos que estejam tão sujos tão sujos que essa seja a única alternativa. Se for o caso, tem de ser uma passagem muito rápida e devem ser secados com um pano logo a seguir.

Os cogumelos de compra já vêm relativamente limpos e qualquer sujidade que tenham retira-se muito facilmente com uma escovinha, um pano ou até com papel de cozinha.

E o molho tem mesmo de ser com natas?

Eu digo que sim. Para conseguirem qualidade de restaurante, as natas gordas são fundamentais para aquela cremosidade divinal.

No entanto, as natas para culinária ou as vegetais podem ser uma alternativa, mas perde-se um pouco na sedosidade. Se for essa a vossa opção, terão um belo molho na mesma.

Podem ainda enriquecer mais um pouco o sabor deste molho, misturando tomilho já depois de o retirarem do lume.

Este molho tem um ingrediente fundamental, que é misturado mesmo no final, e que lhe dá mais textura e sabor: o queijo parmesão. Juntem uma colher de sopa bem cheia ou mais um pouco até. Se for ralado na hora… ainda melhor!

São fãs de bifes?

Querem variar um pouco?

Então deixo-vos estas sugestões e espero que gostem!

Bife da Vazia com Molho de Mostarda – Um clássico das brasseries com qualidade de restaurante. Versão simplificada do molho do Café de Paris que faz sucesso por todo o mundo.

Bife com Vinagreta de Alho e Ervas – Um bife com molho vinagreta? Sim. É mesmo isso e é delicioso. Esta vinagreta vai maravilhosamente tanto com carne como com peixe.

Bife com Rúcula e Queijo Roquefort – Para um jantar a dois, estes bifes são perfeitos para quem queira um prato delicioso que não exija muito tempo.

Bife com Manteiga de Ervas, Batata Dourada e Espargos – Bifes suculentos com manteiga de ervas servidos com espargos verdes e magníficas batatas douradas feitas na frigideira. Perfeito!