Este foi num pedido especial.

Aqui por casa é raro fazer bifes de vaca, mas há sempre uma altura em que os homens reclamam por eles.

Decidi fazer esta receita depois de ouvir um deles a gabar o excelente entrecôte com molho de mostarda que tinha comido num restaurante da capital, ainda antes do confinamento, e que era assim o top dos tops.

Não foi difícil perceber que estava a falar do afamado Entrecôte com o molho do café de Paris, que é feito com uma manteiga especial e que, para se conseguir um molho com tanta complexidade, leva mais de 20 ingredientes.

Este molho é famoso em todo o mundo, mas o segredo continua a ser a alma do negócio. Podem conhecer um pouco da história AQUI.

Pesquisei para tentar perceber como era feito o molho – sendo segredo é muito difícil – mas aqui e ali consegui obter algumas informações importantes. Depois, com o que tinha à mão, simplifiquei para uma versão caseira, com menos ingredientes, mas mantendo a exigência de qualidade.

Antes de mais, escolham um bom bife, que não seja muito fino. Um bife com a altura de um dedo é perfeito.

Eu sou fã incondicional do bife da vazia, se bem que haja quem prefira bifes do lombo. Um e outro são carne de 1ª e por isso são mais caros. Há outros cortes que funcionam bem para bife – desde o coração da alcatra ao sete da pá. Falem com o vosso talhante que ele encontrará certamente a melhor solução a um preço que se adeqúe ao que possam gastar.

É importante que seja tenro, até porque vamos deixá-lo mal-passado ou médio-mal.

Um bife de vaca que não fique rosado perde qualidades na textura e no sabor, mas farão como entenderem já que sei que há muitas pessoas que não suportam comê-lo assim.

Para o conseguir mal passado frito-o em lume bem alto durante 15 segundos de cada lado – lume bem alto mesmo – e depois deixo descansar num prato durante 5 minutos para o poder cortar em fatias sem perder os sucos da carne. Devemos mantê-lo num local onde não arrefeça rapidamente ou cobrir com folha de alumínio.

E depois o molho.

É de mostarda e tem duas mostardas, a Dijon e a à L’Ancienne, com grão.

Não me aventurei muito pelas ervas do molho do Café de Paris que incluem manjerona, tomilho, aneto, cebolinha ou estragão. Fiquei-me apenas pelo alecrim que era o que tinha no jardim. Admito que se tivesse tomilho, com tenho quase sempre, também teria usado, mas fiquei-me apenas pelo alecrim… e ficou maravilhoso!

O teste foi com quem sabe, com quem conhece o original.

“Não é mesmo igual, mas está lá perto”.

Para mim, que nunca provei o outro, posso dizer que está mesmo muito muito bom!

Bife bom. Molho bom. Sucesso!

Se querem outras ideias para bifes espreitem também o Bife com Manteiga de Ervas, Batata Dourada e Espargos ou o Bife com Rúcula e Queijo Roquefort que fiz por ocasião do Dia dos Namorados de 2020.