Bem-vindos a 2019! Espero que este ano seja excelente a todos os níveis. Na cozinha também… claro!

E com um novo ano chega uma nova receita.

É a primeira do ano e é também a primeira vez que vou partilhar convosco uma receita de bife.

Sempre tive resistência a partilhar receitas com bifes, por achar demasiado normal – afinal quem precisa de orientação para fazer um bife? – mas esta ficou mesmo especial.

Os meus amigos estão sempre a dizer-me para pegar neste tipo de cortes de carne e fazer mais do que simplesmente um bife na frigideira, ou seja, tornar o corriqueiro em algo diferente.

Ok, ok… mas é um bife!

Mas pode ser mais do que um vulgar bife, certo?

Certo!

Escolhi bifes da vazia porque são tenros e mais saborosos, mas podem optar por bifes do lombo. O preço é que… enfim. Há outros cortes que também são tenros e mais baratos. Um talhante de confiança saberá dar-vos o melhor bife ao melhor preço.

Mas já chega de falar dos bifes porque vocês não imaginam como ficam as batatas… e têm de ser destas brancas, novas, bem rijinhas e cortadas em gomos, ao alto, com pele.

Vão mesmo ter de fazer porque não encontro adjectivos à altura, além de magníficas, maravilhosas, super saborosas… pronto, não há palavras, só provando.

Têm a vantagem de ser feitas na frigideira onde ganham uma belíssima cor dourada – siiimmm o El Dorado das batatas existe – e não servem apenas para acompanhar bifes, servem para tudo, até para não acompanhar nada. Eu com estas batatas faço uma refeição. O difícil é parar.

Os espargos equilibram o conjunto, tanto no sabor como na cor, e fazem um prato lindo, não acham?

Eu usei três frigideiras porque quis adiantar os espargos, mas na verdade só precisamos de duas. Uma para as batatas e outra para os espargos e bifes.

Uma bem grande e linda, de ferro fundido, é perfeita para levar à mesa. Os olhos até se arregalam quando a virem entrar.

O ideal é fazer primeiro as batatas e quando estiverem praticamente prontas tratamos do resto.

Fritamos os espargos e mantemo-los quentes.

Depois damos uma fritura nos bifes em lume bem alto – eu gosto deles para o mal passado, por isso tem de ser rápido – deglaceamos a frigideira para ir buscar todo aquele sabor que ficou agarrado no fundo e depois voltam mais um pouco ao calor para que a manteiga de ervas possa começar a derreter sobre eles.

E pronto, é só isto. Nada complicado, mas com imenso sabor para que os bifes não sejam apenas vulgares bifes e sejam um prato daqueles de babar.

O mesmo acontece com as outras receitas de bifes que entretanto publiquei e que são muito muito boas. Vejam-nas AQUI.

A propósito…

Já vos falei das batatas?

Já foram…