Muitos perguntarão: o que é isso de Bifanas à Moda do Porto?

Não conhecem? Então não sabem o que estão a perder!

Estas bifanas são:

● “… são um verdadeiro sucesso cá em casa. Estamos completamente viciados ☺️” (Maria João Simões)

● “Hoje, a minha mãe fez a receita (em pão bijou, claro) e estavam fantásticas, das melhores que já comi!” (Ana Peixoto)

● “Muito boas, mas realmente ganham em não serem consumidas de imediato!!! Mais uma receita fantástica…” (Bé Belinha)

● “Receita infalível e excelente! Mesmo à primeira, resultou em cheio!” (Sandra Lourenço) 

● “Já fiz e ficaram maravilhosas, com um sabor…” (Judite Fernandes Rodrigues)

● “Finalmente umas bifanas muito saborosas!! Adorei!” (Filipa Pinto Coelho) 

● “Ficou um verdadeiro espetáculo!!! Adorámos. Mais uma receita para repetir várias vezes em família.”  (Maria João Simões)

● “Ao fim de semana, este passou a ser um dos pratos prediletos da família.” (Isaura Vilar da Mota)

● “Fabuloso  receita óptima com um sabor ainda melhor!!!! Parabéns! (Raquel Azevedo)

● “Já fiz, ficaram divinais!” (Cristina Henriques)

E depois do que disseram os seguidores da página do Facebook o que é que eu posso dizer?

Bom… posso dizer que estas bifanas têm de ser cortadas bem fininhas, meeesmo fininhas.

No Porto muitos talhos já as vendem cortadas assim, mas no resto do país não. Não será por isso que vamos desistir, certo?

Então, só temos de comprar um naco de carne para bifanas.

Em casa cortamos o naco em tiras grossas e altas no sentido do comprimento e congelamos.

Quando a carne já estiver quase congelada usamos uma faca bem afiada para cortar fatias muuuuuuito finas, quase transparentes – com a carne quase congelada o corte fino é muito mais fácil.

Se tiverem uma fiambreira, fatiam como se fatia a carne para fazer carpaccio. Quanto mais finas estiverem as lascas, mais sabor incorporam e mais se desfazem na boca.

Começamos com azeite, alho, louro, colorau, pimenta e louro, para que o alho frite um pouco e liberte aquele aroma tão magnífico.

Depois juntamos os líquidos para fazer este molho irresistível.

Sim… o molho tem muito álcool. Ele é vinho branco, ele é cerveja, ele é whisky, ele é vinho do Porto. Pois é. Tudo é preciso para terem um prato fantástico… e não se preocupem com o álcool porque ele desaparece com a cozedura e só fica o sabor.

Tenham atenção ao tamanho do limão. Ele é muitas vezes o responsável por deixar um ligeiro travo amargo no molho. Usem um pequeno ou metade de um médio para não correrem esse risco e retirem o pedaço que cozeu com a carne assim que termine a cozedura.

Posso ainda dizer que estas bifanas ficam ainda melhores no dia seguinte, por isso, façam-nas de véspera e reaqueçam quando for para servir.

Ah… e ainda uma questão muito importante para os portuenses, que não gostam de ouvir falar em carcaças quando se trata destas bifanas – é no MOLETE que se servem as bifanas! Eu só sei porque me disseram várias vezes – com boa disposição claro! -, mas seja molete, seja carcaça, seja bijou, seja papo-seco, estas bifanas não dispensam o belo do pãozinho macio que vai ficar encharcado com este molho espectacular.

É claro que podem servi-las sem pão, como refeição principal, com arroz ou batata frita. Terão todo o sabor, mas já não serão verdadeiramente à moda do Porto!