O arroz de pato é um clássico da cozinha portuguesa e há variadíssimas formas de o fazer, consoante as regiões do país ou ao sabor do improviso de muitas cozinheiras de mão cheia, que ao longo dos anos vão apurando as suas receitas.

Há quem goste de fazer tudo apenas no tacho e quem não dispense a finalização no forno.

Há quem enriqueça o caldo da cozedura com legumes, aromáticas ou enchidos.

Há quem desfie o pato e quem prefira pedaços com osso.

Há quem opte por juntar cubinhos de bacon ao arroz.

Há também quem lhe junte um pouco de sangue do pato, molho de soja ou vinho tinto para o escurecer.

Há ainda quem pincele tudo no final com ovo para ficar mais douradinho.

Há os que preferem o arroz um pouco malandrinho e quem o deseje mais sequinho… enfim…

há dezenas de maneiras de fazer este prato.

Pessoalmente, gosto mais da versão sequinha com os bagos de arroz bem soltos e em que o sabor do pato se destaque.

Este é daqueles pratos em que dispenso uma montanha-russa de sabores. Gosto simples. O arroz, o pato e o chouriço a crepitar com a gordura acabada de derreter. Tudo o resto complementa, sem se sobrepor.

Aqui em casa, um dos maiores fãs deste prato é o meu filho, mas sendo ele intolerante à cebola opto por dispensar este ingrediente. Dirão muitos: Ohhhh Clara, o que é de um bom refogado sem cebola??? Eu sei. Se não fosse por ele faria o refogado para o arroz com cebola, mas dadas as circunstâncias não uso. Fica óptimo na mesma. Podem confirmar que a cebola está nos ingredientes, mas no video da receita poderão perceber que não a usei. Se gostam, usem. Uma cebola pequena. Não é necessária muita.

Finalmente, um atalho, uma espécie de despachómetro, para quem não tem tempo a perder ou que, como eu, chegue tarde a casa e cuja primeira reacção possa ser evitar esta receita porque “Dá muito trabalho cozer o pato e não tenho tempo para isso”.

Sim, o ideal é sempre cozer o pato – se for essa a vossa opção vejam a NOTA na receita, sobre como cozer o pato – mas uma boa opção é comprar pato já desfiado com caldo. No supermercado encontram desfiado de pato cozido com caldo. E é bem bom!

É uma embalagem que tem 300 g de pato desfiado (bem pesado, a minha tinha 337 g) e 300 ml de caldo, e o caldo É MESMO FUNDAMENTAL para esta receita, em termos de sabor e de resultado final.

Com esta batota fiz tudo em cerca de 20 minutos, a que se acrescentou mais uns 15 a 20 minutos no forno. Ou seja, uma receita que nos ocupa durante menos de meia hora e que nos dá tempo para pôr a mesa ou tratar de outros assuntos, enquanto é finalizada sob o calor implacável do grelhador.